segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

REFLEXÕES DE FIM DE ANO



REFLEXÕES DE FIM DE ANO

sobre o pragmatismo chinês

 
 
 


Em dezembro de 2011, observando os camelôs barulhentos, que se acotovelaram  nas calçadas da Avenida Conde da Boa Vista, verifiquei que toalhas e assemelhados, ali vendidas, eram todos de fabricação chinesa.

Na ocasião, causou impressão o uso de motivos ocidentais, tais como, folha de pinheiros do tipo “pinus elliot”, papai noel, paisagens de bosques e prados europeus e... pasmem, símbolos cristãos explícitos, representações do Sagrado Coração de Jesus e de Maria”. Tudo impresso em cores vivas e com relativa perfeição na arte de copiar os originais europeus.

Fiquei ruminando em meus pensamentos, o grau d pragmatismo de um estado oficialmente ateísta, que costumeiramente perseguiu os cristãos, desde a tomada do poder, em 1949, pelo líder Mao.

Todavia, minhas reflexões seriam ainda mais surpreendidas, quando, recentemente, ao verificar os detalhes da edição de uma Bíblia da Editora Ave Maria, percebi, que, embora todas as chancelas e referências estivessem em perfeita ordem, a impressão, também de muito boa qualidade, foi realizada em Nanquim, na China.

Em um instante de memória, lembrei que centenas de milhares de Bíblias foram queimadas e seus proprietários sumariamente executados, na chamada “Revolução Cultural”, o que não causa nenhum acanhamento aos senhores pragmáticos do estado chinês, que agora promovem a exportação massiva do mais sagrado livro dos cristãos, ávidos pelo volume dos lucros advindos destas vendas.

Ocorre-me, entretanto, que observando a História, veremos que ditaduras, sejam elas de que tipo for, não têm princípios e subsistem para a preservação, fortalecimento e expansão do próprio poder, apesar do resto do mundo.

Recife, 30 de dezembro de 2014
Marcelo Cavalcanti
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2014 (politicamente) JÁ COMEÇOU



2014 (POLITICAMENTE) JÁ COMEÇOU


O ano civil se inicia em primeiro de janeiro, porém, as marcas, os sinais do que virá, já são nitidamente perceptíveis.
A guinada teológica da Igreja terá maior ressonância no seu segundo ano, com a sedimentação do pontificado de Francisco. A continuidade das turbulências de uma “primavera árabe”, que já se mostra murcha e tangida pelos ventos secos saharianos, poderá trazer algumas novidades.
Todavia, no Brasil, as eleições darão espaço para mudanças e, talvez, algumas turbulências. Estes fatos, que são de interesse fundamental para o país, já se anunciam e a eles devemos estar atentos. Eles serão como uma convocação a todos.
O povo foi às ruas em junho pedir, reclamar mudanças. A hora da ação mais concreta tem data marcada: outubro de 2014.
A batalha de 2014 tende a ter seu clímax em outubro. Para ganhar, é essencial começar agora.
Recife, 26 de dezembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

2014 SERÁ UM TEMPO DE GRANDES BATALHAS



2014 SERÁ UM TEMPO DE GRANDES BATALHAS


Mesmo com todo otimismo gerado pelas declarações editadas e formatadas por marketeiros e assessores de comunicação que podam e redefinem frases de modos até estranhos, o ano próximo virá trazendo em seu bojo, um elenco de grandes batalhas políticas de toda a ordem.

Somos e gostamos de ser otimistas. Todavia, não é possível olvidar o que fermenta no quadro econômico e político nacional. Hoje, sendo Dia de Natal, não é simpático fazer esse tipo de consideração. As pessoas confundem as coisas. Tempo de Graça e de Indulgência, não significa tempo de alienação e esquecimento. Amanhã já é outro dia e os males em curso e seus autores não merecem indulto natalino. A paz anunciada se circunscreve aos homens de boa vontade.

Nossas vésperas de 2014 devem ser de vigília pelo país, pela democracia (constantemente ameaçada pela intolerância político-ideológica), pela economia violentamente dilapidada por uma gestão irresponsável, populista e demagógica.

Portanto, vamos saborear nossos pernis, nossas “fatias paridas”, nossos quitutes natalinos sem perder de vista que mesmo sob o impacto da febre de compras da época, foi mais que perceptível o "pequeno" declínio do movimento de consumo. Mesmo nos segmentos mais populares. 

A propósito de consumo e questões mais ou menos correlatas, ouvi recentemente um comentário sobre o caos de urbanidade se abate na cidade no tempo pré natalino, a seguinte história: um ex-governador e ex-prefeito do Recife, visitando Seul, uma capital erguida de um pós guerra muito sofrido, observou com a sensibilidade de quem foi prefeito duas vezes, que a paisagem era de absoluta limpeza e asseio. Perguntou, então, ao coreano que o acompanhava na visita, quantas vezes ao dia tinham que fazer a limpeza pública para obter tal resultado tão impressionante. A resposta foi rotunda: a limpeza e coleta de lixo na cidade tinha a periodicidade de 48 horas (!!!). E pensar que o prefeito Geraldo Júlio ordena a varrição e coleta de lixo nas ruas centrais da cidade, nos tempos mais festivos, até QUATRO vezes por dias e temos que conviver com a sujeira que escorre da má educação e falta de urbanidade dos nossos munícipes.

Voltando a questões menos vexatórias, o que se tem observado é que a afluência efervescente de consumo neste final de 2013 refluiu e tal fato, também, se refletiu em uma montanha de lixo e sujeira menor.

Bem, observações urbanas a parte, aguardar o novo ano civil deve ser um ato menos supersticioso e mais vigilante, civilmente vigilante.

Feliz e auspiciosas vésperas de 2014!

Recife, 25 de dezembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

fraternidade, harmonia, concórdia...



FRATERNIDADE, HARMONIA, CONCÓRDIA...
que a vontade Dele seja cumprida em nós. Amém

Não imaginava que esta frase repercutisse com tanto ânimo e vigor entre os amigos. Deste modo, faço questão de usa-la para felicitar os leitores deste blog.
Vamos consubstanciar o Natal em nossos corações.

Recife, 24 de dezembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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sábado, 21 de dezembro de 2013

A CIDADE LINDAMENTE ILUMINADA, porém...



UMA CIDADE LINDAMENTE ILUMINADA,
Mas, emporcalhada por má educação de seus consumidores


contraste paradoxal


De fato, a iluminação natalina está feérica e de bom gosto. O prefeito está de parabéns. Nossas pontes estão belas. A Rua da Aurora, a Av. Agamenom Magalhães, o Cais da Alfândega estão exibindo competência estética e harmônica como tempo natalino.
Todavia, quando olhamos para o chão, para as calçadas de nossas vias centrais e adjacentes, o eu se vê é um atestado de ausência de cidadania por parte do grande público consumidor. O que ocorre é que esta parcela da população cuida com zelo de sua própria casa e de sua calçada, porém, não vê nas artérias da cidade algo que, também, é seu, como um equipamento, que sendo público, faz com que cada cidadão seja responsável. Há uma alienação entre o indivíduo e o coletivo. Este sintoma é produto do acesso ao consumo (muito bom) sem o correspondente aporte de educação, que não deve ser confundido com a simples passagem pela escola em qualquer nível.
Educação com “E” maiúsculo vem do grupo social primário que socializa primordialmente o indivíduo, ou seja: família, vizinhos, amigos próximos da infância. Se esta convivência for uma falácia, em termos de civilidade, o futuro está comprometido.
Assim, não basta o cartão com limite de crédito alto, liberando aventuras consumistas. O grau de urbanidade em nossas avenidas, calçadas e mesmo corredores de shopping, depende do padrão de valores, dos princípios, das raízes culturais, éticas do povo que ocupa esses espaços.
O Recife, apesar de ter uma tradição de hábitos urbanos razoáveis, em comparação com outras metrópoles regionais, carece de um melhor padrão de comportamento público de seus munícipes.
Mesmo a prefeitura realizando três e até quatro coletas de lixo por dia e uma limpeza intensiva nas ruas centrais, nada substitui a boa educação de um povo.
A propósito, não me ocorre que cidades como Nova York, Paris, Tóquio, Berlim, que são megalópoles, tenham que gastar tanto tempo (proporcionalmente) com limpeza e higiene pública.
Que este final de tempo do advento seja motor de boas reflexões fraternais, de mais urbanidade e menos culto fanatizado ao consumismo.

Recife, 22 de dezembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

RÉQUIEM PARA REGINALDO ROSSI


REQUIEM PARA REGINALDO ROSSI
De “crooner” do “Silver Jets” à consagração nacional



O ano era 1965, domingo, pouco depois das duas da tarde, Rua Capitão Lima (que o povo chama, simplesmente, Rua do Lima), na calçada, para uma “Rural Willys” (daquelas de duas cores), da tampa traseira do carro, começam a sair equipamentos de som. Era pessoal do conjunto “Silver Jets”, que tinha como “crooner”, o jovem Reginaldo Rossi. Magro, esbelto, distribuindo atenções com as meninas. Ali, começava uma carreira, que sempre foi multifacetada; umbilicalmente ligada à alma e as emoções populares. Mesmo assim, fazendo o gosto de amplas camadas população, não se deixou limitar e pouco tempo depois com “A Raposa as Uvas” faz uma visita à história de Esopo, que é recontada no Século XIX por Jean de La Fontaine, mais que isso, destaca ícones do consumo da classe média da época, como o popular perfume “Lancaster”, o super-clássico “Chanel nº5” e a épica “lambreta”, que chegou a ser tema recorrente de filmes como “Rome Adventure” (no Brasil, com o nome de Candelabro Italiano).
Minha experiência com o sucesso de Rossi inclui a audição nos idos de 1972 e 1973 de seu “Mon amour, meu bem, ma femme”, onde a melodia chegava até meus ouvidos pelas ondas da Rádio Iracema, programa “discoteca do fã”, anunciado pelo radialista Djalmir Monteiro. Eram tempos de clandestinidade e saudades do Recife. Reginaldo Rossi sublinhava meu banzo, que suspirava num subúrbio de Fortaleza, os fundos de um depósito de fabriqueta de calçados, pegando carona no rádio dos vizinhos, tudo entremeado pelo “slogam”: “macarrão Fortaleza é pureza em sua mesa”.
A presença de Reginaldo Rossi na minha memória passa pela campanha eleitoral de Jarbas Vasconcelos a prefeito do Recife em 1985, onde o cantor se tornava um “showman” e se superava a cada comício, sendo inesquecível, o dos Coelhos, quando narrou fatos e emoções de sua infância para em seguida pedir votos para o, hoje, senador Jarbas.
Cantei diversas vezes, de plena voz e até em pensamento, algumas de suas canções, para falar e me inspirar no curso das melhores emoções.
Hoje, sou compelido a escrever esse necrológio. Ele era um legítimo ícone de nossa música mais popular. Com franqueza e autenticidade singulares, Reginaldo Rodrigues dos Santos Rossi, sai da vida, do cotidiano boêmio, no qual ele se incluía, assumidamente, e entra para a História da Cultura Pernambucana e Brasileira.
Recife, 20 de dezembro de 2013
Marcelo Cavalcanti

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CONTINUA O CAOS EM TERMINAIS DE INTEGRAÇÃO



CONTINUA O CAOS EM TERMINAIS DE INTEGRAÇÃO


Apesar das pequenas obras de melhoria, os terminais de integração da Região Metropolitana, continuam apresentando um clima caótico. Não se trata, apenas, de estrutura física adequada e bem dimensionada. Está faltando administração eficiente, está faltando segurança, limpeza, higiene. A população fica jogada aos desmandos de gerentes e supervisores ineptos e, mesmo, de simples agentes de ordenamento, que se furtam em manter uma ação eficaz, de fazer o trabalho deles, coibindo a desordem, que atordoa e prejudica os usuários.

O apelo que se faz é que o Consórcio Grande Recife, como administrador dos equipamentos em questão, articule junto aos órgãos públicos, um programa de ação, que uma polícia, companhias municipais de trânsito, APEVISA – Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária e outros.

O esforço deve ser múltiplo e continuado. Tais terminais clamam por um choque de administração.

Os terminais da Macaxeira, Joana Bezerra e Camaragibe vivem uma situação dramática, onde os funcionários das operadoras, na ausência de autoridade administrativa eficiente, fazem e desfazem da população.

Recife, 11 de novembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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BLACK BLOCKS III - a provocação



OS BLACK BLOCKS III

-   A provocação

 


Cerca de seis dias atrás, publiquei neste blog, que os “black blocks” se dividiam em três grupos e um deles, o mais importante, era o dos provocadores infiltrados. Não fui o pioneiro nesta afirmação, todavia, em nenhum momento, tomei conhecimento de alguma reação, repelindo tais declarações, por parte de forças governistas.

Na verdade, o Sr. Luiz Inácio falava sério e foi ouvido, quando dizia, que era preciso ir às ruas disputar espaço. Foi muito bem ouvido, da forma mais diabólica. Hoje, eles disputam espaço e , mesmo, são preponderantes através de uma degradação violenta dos manifestos de rua. O meio foi a infiltração provocativa por agentes  treinados e mobilizados.

Isso não é uma singularidade do Brasil da malfadada “era petista”. Na verdade, na Venezuela, os bolivarianos fazem recrutamento e mobilização de modo escancarado. Na Argentina, de maneira semelhante, se organizam grupos truculentos para intervir e intimidar a oposição em suas manifestações de rua. Bem, há o exemplo histórico da Alemanha nazista, quando as “SA” promoviam badernaços e, preferencialmente, quebravam propriedades de cidadãos judeus, com um episódio culminante da “noite dos cristais quebrados”, tristemente lembrado neste último fim de semana.

É preciso dar resposta a esta súcia, que se aproveita do poder, que lhe incita à socapa para detonar o movimento de indignação dos cidadãos de bem.
 
 
Atenção: algumas paginas de redes sociais são montagens provocativas e abrem espaço para outras, que funcionam como “spam” e invadem as páginas pessoais com propaganda governista e, mesmo, de “fakes” políticos.

O financiamento das ”ONGs” que estão por trás na articulação dos provocadores vem das mesmas fontes que criaram, no passado, a “anampos”, que bancou os primórdios da CUT e do MST. É só investigar.

Recife, 11 de novembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

OS BLACK BLOCKS se dividem em três grupos



OS “BLACK BLOCKS” SE DIVIDEM
em três grupos
A identificação ideológica aparece discreta nas bandeiras vermelhas sem inscrição
A provocação à polícia
A escolha de alvos midiáticos com simbologia cultural
Esse apelido foi dado a grupos mascarados, em geral, vestidos de preto e de comportamento violento, agressivo, muito ativos e particularmente voltados para a destruição de equipamentos públicos e privados, que tenham a simbologia do poder ou do capital. Notadamente, agem como meio de provocar a reação e consequente enfrentamento com a polícia.

Eles se dividem em três grupos: os aproveitadores marginais, os infiltrados (a serviço de grupos, supostamente, de esquerda do próprio círculo do poder), e ainda, os delirantes ultra radicais.

Os aproveitadores marginais são contingentes de fora do movimento em ação nas ruas. Pouquíssimo ou nada têm a ver com as bandeiras erguidas pelos manifestantes. Vão para lá, literalmente, se aproveitar do vácuo de ordem pública para praticar a violência gratuita, banalizada e efetuar saques, assaltos, roubos, etc. São, em geral, alheios às motivações sócio-políticas e, apenas, as mimetizam para melhor se camuflarem e passarem a imagem de simples jovens rebeldes.

Os infiltrados são um contingente pequeno, cerca de dez por cento dos, assim, chamados de “black blocks” e agem a serviço de forças políticas ligadas ao poder e também, por conta de esquemas de serviços de “inteligência” da polícia, ou mesmo, são agentes militantes de partidos radicaloides (alguns clandestinos) ligados politicamente ao governo. Alguns se despem, ou não, de suas siglas pra incitar a violência e promover a antipatia e rejeição por parte da opinião pública perante os movimentos de rua, que deste modo, tendem ao esvaziamento. Eles direcionam as ações para alvos mais midiáticos, que causem maior dano à imagem do movimento dos manifestantes perante a opinião pública.

A lógica é simples e eficiente: radicalizar para isolar e, assim, enfraquecer.

Por último, encontram-se os ultra radicais sem noção, que imaginam reviver os badernaços ocorridos em Londres, Paris, Madrid, etc. Desta maneira, é como se assim praticassem uma forma “romântica” de violência. São ideologicamente colonizados e, desta forma, tornam-se ridículos, sendo instrumentalizados por aqueles a quem julgam combater e, ainda, prestam-se ao papel de biombo para a ação de reles marginais.

Os “black blocks” são uma excrescência produzida pela degradação dos movimentos de rua de junho, que acordaram o país, despertaram a opinião pública para a possibilidade e viabilidade de serem protagonistas da ação de busca de seus desejos, sonhos e direitos.

Necessário é, que seja discutido e denunciado este processo, onde, a principal vítima é o próprio  povo vilipendiado pelo dramalhão violento de agentes provocadores.

Recife, 05 de novembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

RESGATANDO O MELHOR DA NOSSA CULTURA



RESGATANDO O MELHOR  da nossa cultura
E ainda com uma marca muito bem resolvida
 
Assim é a “Gazeta Cultural”, que já vai em sua décima quarta edição. A presença em matéria de capa do pernambucano e recifense, por títulos arqui merecidos, Tarcísio Pereira, ilustra em matéria que marca a preocupação com um perfil que assinala a vida cultural do estado pelos últimos quarenta e três anos, ou seja, desde quando, ao abrir a primeira loja, em um fundo de corredor da Rua Sete de Setembro, na Boa Vista, começou a vender o extinto hebdomadário “O Pasquim”, que ele mandava vir de avião e aos sábados, aquele quase cubículo, chamado de “Livro 7” se enchia de jovens, professores, jornalistas, intelectuais de um modo geral, para, além de adquirirem o semanário e tomarem caipirinha, também, tramarem meios de fazer o país sair do sufoco e respirar ares de liberdade.

Corria a ferro, fogo e sangue, a ditadura sob o comando de Médici, porém, Tarcísio afável, discreto começava uma página cultural na cidade, ajudando aos encontros e diálogos entre resistentes democratas de todos os matizes e operando como divulgador das letras e humanidades competente e hábil.

Pois é, a História da Cultura do Recife está eivada de irredentismo. É aí, que se destaca o gênio da editora Daniela Fernandes da Câmara. Ela faz um mensário digno da nossa cena e da nossa História, enquanto província leonina do nosso país.

Com quatorze meses de atraso, quero saudar o jornal “Gazeta Cultural”, felicitar sua criadora e editora, bem como, recomendar aos leitores deste blog.

À irrequieta jornalista, atriz, cineasta, protagonista de artes multimídia Daniela Câmara, os encômios de respeito, incentivo e solidariedade do autor desta página.

Recife, 04 de novembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MAIS UMA VEZ, O "Mais Médicos"...



 

MAIS UMA VEZ, O “Mais Médicos”...




Depois de meses de polêmica, o governo usa o peso de sua influência direta e indireta para viabilizar o programa “Mais Médicos”, que visa importar profissionais estrangeiros, sem a passagem pelo crivo do “revalida”, exame obrigatório para médicos formados no exterior., encaminhando esses supostos privilegiados, para o atendimento em regiões ermas e áreas socialmente “difíceis” e de alto risco.

Primeiro, a isenção do “revalida” coloca os profissionais em posição de reféns do governo, pois, não podem clinicar em condições normais, estando fora do mercado de trabalho. Isso transgride as regras de liberdade para a oferta de trabalho. São e serão médicos de segunda categoria.

Além disso, esse programa, chamado de “Mais Médicos” mascara a importação maciça de mais de cinco mil médicos cubanos em regime  de trabalho desigual e afrontando a própria CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Não bastando o confisco de parte substancial e majoritária do salário para a entrega indireta ao governo cubano, é também, uma ameaça clara aos princípios  de soberania do nosso país. A própria renúncia dos contratados ao direito de asilo é uma acinte ao estado Brasileiro.

Estamos diante de profissionais de saúde contratados fora das garantias legais trabalhistas  e ao arrepio de princípios  de direito internacional, como o direito de asilo.

O fato não é novidade. Os chineses já fazem isso com seus operários em países da África e Ásia, transformando milhares de seres humanos em escravos, em pleno século vinte e um. Chegaram a fazer propostas ao governo brasileiro que diz ter recusado (???...).

Os fatos são clamantes. Vivemos uma circunstância de acordo entre o governo brasileiro e uma ditadura anacrônica, a mais antiga das Américas, que vende a força de trabalho de seus cidadãos para fazer caixa e mitigar a falência financeira  provocada pela incompetência econômica de seus gestores esclerosados.

Tudo isso, no entanto, sai do nosso bolso e ainda, com apelos sociais, supostamente comoventes de melhor atenção aos nossos pobres e desvalidos. Demagogia barata e mais, infamante para os médicos brasileiros.
Recife, 25 de outubro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SENADOR DO PSOL VOLTA ÀS ORIGENS




SENADOR DO PSOL VOLTA ÀS ORIGENS


O Senador Randolph Frederich Rodrigues Alves, do PSOL do Amapá, decidiu ingressar no bloco de partidos que compõe a base do governo no senado Federal. Nenhuma surpresa. Na segunda quinzena de junho, quando a Presidente da República resolveu, em uma manobra histriônica, chamar partidos e líderes de oposição para uma reunião política, no auge das manifestações de rua, foi ele, o mesmo Randolph Rodrigues, o único a atender ao chamado e ainda se deixar fotografar ao lado da Sra. Presidente, acrescentando declarações anódinas.

Agora, com a justificativa da facilitação para integrar comissões do Senado, ele decide integrar o bloco de apoio ao governo naquela Casa.

Mais uma vez, o viés “ideológico” fala mais alto. Apesar do PSOL ter nascido, exatamente, da discordância com a “metodologia política” do governo petista, então desgastadíssimo, em 2005, as raízes, ditas, ideológicas continuam similares. Que ninguém se iluda: essa gente ainda vai “amarelar” e cair no colo petista no segundo turno de 2014. Quem viver verá.

Recife, 18 de outubro de 2013

Marcelo Cavalcanti

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

EDUARDO E MARINA, JUNTOS por mais opções democráticas



 UNIÃO DE EDUARDO COM MARINA
NOVO HORIZONTE NO QUADRO SUCESSÓRIO
 

A filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB muda o quadro sucessório presidencial. A oposição sai fortalecida. O núcleo governista foi surpreendido.

As cabeças pensantes do petismo tinham projetado vários cenários, porém, a união do governador Eduardo Campos com as forças que se perfilam em apoio  a Marina Silva, uma ambiemtalista de tradição, de extração de esquerda, religiosa, de personalidade  forte  e apelo popular. Aahh... marqueteiro não sabe direito o que é isso. Analistas apressados  de orelha de mídia não conseguem entender tal coisa. Essa gente apenas surfa em manchetes e se perde num mar de factoides. Depois, passa a acreditar nisso como se fosse a mais autêntica expressão da “verdade”. Resultado, as cassandras de ocasião tiveram suas especulações desmanteladas pela força dos fatos.

A política não é uma arte que se reduz a chicanas e jogos de sortilégios. Parafraseando Shakespeare, existe algo mais no reino da  “Dinamarca” do que pode imaginar a vã filosofia  dos frívolos especuladores de plantão.

Um conselho aos apressados e levianos: leiam mais História e Política. Sejam menos adivinhos e mais analistas. – depois, provavelmente as conclusões poderão fazer as pazes com a realidade.

Agora, vamos nós, os que se opõem a este governo, traçar  novas táticas para a grande batalha. Com confiança  e um saudável voluntarismo sigamos sem nos deixar contaminar com leviandades dos asseclas do petismo. Façamos seus dias contados.

D. Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima  mostrou que apesar de ser vítima de um atroz preconceito, por ser filha de seringueiro, ex-noviça e militante do movimento ambiental, tem  um instinto político e está em um caminho que tem horizonte. E não foi senadora, ministra e candidata presidencial com vinte milhões de votos  por acaso. O quadro político mudou e o país pode também mudar para melhor.

Recife, 07 de outubro de 2013

Marcelo Cavalcanti

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A ORDEM PÚBLICA NOS TERMINAIS DE INTEGRAÇÃO



A ORDEM PÚBLICA E OS TERMINAIS DO SISTEMA ESTRUTURAL INTEGRADO



O que está acontecendo nos terminais de integração da Região Metropolitana é alarmante. Nos horários chamados de “pico”, na hora do “rush” do final da tarde, as plataformas se transformam em campo de corrida e de batalha junto às portas dos ônibus, tudo,  com direito a gritaria, troca de empurrões , esbulho e atropelamento de idosos, de senhoras com crianças (as vezes ainda colo), deficientes; com usuários sendo largados ao léu, no meio do parque chegada dos coletivos, fora das plataformas, com veículos dando partida com portas abertas, agentes de segurança empurrando os usuários  para dentro das portas, etc. E muito mais.

O clima é de desrespeito ás normas de trânsito, às instruções da CTTU e do próprio  “Grande Recife”. Tudo acontece ao arrepio das regras mais básicas de civilidade.

Tais fatos ocorrem sem a presença de tropa policial e, em alguns casos, na presença de um pequeno efetivo, que apenas assiste complacente a inoperância dos gestores e seus gerentes  que apenas contemplam  as verdadeiras arruaças  promovidas  por turbas que se assemelham a manadas desgovernadas em correrias pelas plataformas e fora delas.

O que se denuncia é grave e se invoca além de uma simples medida de administração. Esse é um caso de ordem pública, de flagrante  violação da lei. O Ministério Público deve observar tais procedimentos.

Independente da pusilanimidade dos gestores e gerentes dos terminais, que assistem placidamente às desordens, o que aqui é descrito é de ordem policial, diz respeito à segurança , ao direito de ir e vir do cidadão e ao sossego público.

Não vou me deter aqui no estado visivelmente deplorável das instalações dos terminais. O que clama com urgência é o clima  acintoso de desordem.

Torna-se, mesmo, discutível se a permissividade configura risco previsível de dano físico e grave constrangimento, que envolve milhares de cidadãos.

Isto é mais que um caso administrativo; exige a ação preventiva de força policial para a manutenção da ordem e concomitante medidas corretiva da administração pública, para que o fato não se mantenha como algo cotidiano que agride a população que usa os terminais para o deslocamento de atividades vitais como o trabalho e o estudo.

O caso do chamado  “Terminal da Macaxeira” é mais clamoroso. Este blog já assistiu inúmeras vezes, idosos e deficientes sendo empurrados e achacados pela turba desordeira, sem que haja qualquer ação preventiva e, no caso, repressiva.

Há também, necessidade de reorientação de motoristas para que não se configure conivência  entre estes e a ação dos desordeiros. Fiscalização e punição exemplar aos prevaricadores.

Em suma, urge a determinação de ação policial sistemática  e ostensiva em grau suficiente  para a manutenção da ordem e o sossego público, além, de medidas administrativas eficazes.

Recife, 02 de outubro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ÀS VEZES O CÃO RACISTA SE TRAVESTE DE CORDEIRO




ÀS VEZES, O CÃO RACISTA SE TRAVESTE DE CORDEIRO
 

Em nome da “moral” e dos “bons” costumes, a História, através dos tempos, mostrou e mostra exemplos de violência e intolerância. Principalmente, em sociedades onde viceja o fundamentalismo religioso ou filosófico-ideológico.

Na verdade, essa “história” de “raça” é sabidamente falaciosa e passa distante de qualquer fundamento científico. Todavia, quando não há campo fértil para seu florescimento franco, hibernam esporos desse fungo daninho que adoece as sociedades.

Nem todo racismo é manifesto em uma “Kan-klus-klan”. A perseguição religiosa, também, é uma forma perniciosa e desumana de racismo. Pior, ela ataca as raízes de um povo, fragilizando e matando parte de sua cultura, e deste modo, deixando vulnerável aquela comunidade à colonização e domínio político, que favorece, eventualmente, a deificação de ícones exóticos.
É a sacralização pela desconstrução do outro.

A aparência é moralista, o conteúdo é perverso e o resultado é um desastre humanístico.

Recife, 27 de setembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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XAMBÁ, um nome, uma polêmica, um reconhecimento




XAMBÁ,

UM NOME, UMA POLÊMICA, UM RECONHECIMENTO
 
A inauguração de um terminal de integração de transporte coletivo urbano em Olinda tornou-se ponto de polêmica e foco de intolerância.

O nome dado à nova estação de transbordo para linhas urbanas é uma homenagem ao antigo quilombo urbano, talvez, o único da América Latina, que acumula a condição de sobrevivente  como comunidade religiosa, que mantém as tradições culturais de seus antepassados étnicos, quase uma relíquia de persistência heróica de séculos de perseguições duras e atrozes.

Todavia, a onda fundamentalista que exacerba determinados grupos religiosos, que já vêm investindo contra outros segmentos da sociedade, se inflamou com o reconhecimento oficial da comunidade afro-brasileira e chegou a ensaiar “protestos”.

Esquecem-se esses grupos, que algumas décadas atrás, foram alvo de discriminação e chacotas por serem , suas doutrinas, de origem exótica e importadas pelo missionarismo anglo-saxão.

Vivemos a construção de uma sociedade multicultural e multirreligiosa. Somos um exemplo para o mundo, porém, o vicejar de radicalismos ameaça o amalgamento de nosso mosaico sócio-cultural.

Em boa hora, parece, a onda de rilhar de dentes e exacerbações refluiu. Afinal, basta, apenas, bom senso. E ainda mais, em uma cidade como Olinda, que erigiu nos últimos decênios uma tradição de liberalidade e convivência fraterna de todas “tribos” e segmentos comportamentais e religiosos.

Em nosso país imenso, onde se instala uma civilização ampla e há espaço para homenagem a todos os heróis e ícones sacralizados, sem discriminação de qualquer natureza, mas, com respeito e isonomia, como convém a uma sociedade republicana e democrática sob a égide de um estado laico.

Parabéns ao prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, e ao governador Eduardo Campos, através de seu Secretário das Cidades, Danilo Cabral, pelo ato de reconhecimento e resgate da História  de um quilombo, assim como, pela ousadia saudável, democrática em enfrentar o ranger de dentes dos néscios e intolerantes.

Recife, 27 de setembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
(81)97046806
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A SAIDA DO PSB PODE SER O ANÚNCIO DE SAUDÁVEL CONFRONTO



A SAÍDA DO PSB PODE SER UM CONFRONTO ANUNCIADO
  

Ao entregar a carta de afastamento de cargos subscrita pelo Partido Socialista Brasileiro à Presidente da República, o Governador Eduardo Campos foi correto, altivo, digno e inteligente.

A decisão partidária deve ser saudada, pois independente de interesses em jogo, é uma atitude que enaltece a vida política brasileira.

De fato, não é comum na História Política do País este tipo de decisão  que combina com o desapego à simples ocupação de postos por motivação menor.

No entanto, como é fácil prever, haverá um efeito, ainda que retardado, diante da ação ativa do PSB e seu líder Eduardo Campos. Para Pernambuco, entretanto, a questão tem um significado maior. Estamos assistindo a um dos filhos da terra encetar posições de ousadia com ponderação e altivez.

A este blog resta torcer por uma caminha de sucesso para esta corrente política ex-aliada do poder e agora, oposição por dissidência.

Recife, 19 de setembro de 2013
Marcelo Cavalcanti
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

porque XAMBÁ CAUSA TANTA POLÊMICA???...!


Xambá, um nome, um terminal integrado, um espaço de reordenação urbana.
XAMBÁ, uma marca histórica a ser reconhecida.
Os agentes do preconceito negam, quase sempre, a História daqueles a quem hostilizam, como forma de apagar a identidade dos mesmos, e assim, negar-lhes o respeito devido.
Um tema pra ser discutido. AGUARDEM!!!!....
- JÁ ESTÁ NO BLOG, páginas acima. (em 28/09/2013)
Em 19/09/2013.
Marcelo Cavalcanti
(81)97046806