sexta-feira, 30 de abril de 2010

A HERANÇA É VERMELHA II

Por quem palpita “el corazon” de um quase ditador?...

Pasmem! Depois da Constituição 1988; depois vinte e cinco anos de redemocratização, uma pré-candidata à presidência recebe apoio público do quase ditador Chavez, que declarou em alto e bom som, que ela é a candidata “de su corazon”... Só faltou batiza-la de “bolivariana”.

Pois é. A herança está se pintando com a cor do carmim. No entanto, além das nuvens borradas de um vermelho-chumbo (...?!), sabemos que existe um firmamento límpido. Krzystof Kieslowski conta no seu filme “Bleu”, que é preciso mobilizar referências (ainda que esmaecidas) para retomar a vida em sua plenitude. Nossa História Recente não se reduz nem pode ser cingida a um enredo de romance, mas, é melhor inspirar-se nas nuances de afeto e amor à vida, do que no coração de um coronel autocrata. “A liberdade é azul”...

Casa Forte, 30/04/2010
Marcelo Cavalcanti
(81) 92482399 - cavalcantimarcelo1948@gmail.com

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