segunda-feira, 26 de abril de 2010

NINGUÉM CALARÁ ESTE SENHOR
(PROVAVELMENTE)

O deputado e ex-ministro (de dois presidentes) Ciro Gomes se indigna diante do ostracismo em que foi jogado. O partido que o recebeu com alegria e interesse, agora lhe fecha as portas. Hoje, segunda, 26/04, provavelmente será jogada uma pá de cal em sua candidatura. A pré-candidata a sucessora de Sua Excelência quer a todo custo o tempo de mídia e o palanque do PSB.

Assim, mesmo sendo de notório destempero irredentista, Ciro Gomes tem entre 10 e 11% de intenções de votos nas pesquisas de opinião mais recentes e isso é respeitável na conjuntura atual. Seria um “Tercius” na disputa que se avizinha. Todavia, parece que fala mais alto o interesse áulico de estar junto do poder. Tal decisão tem riscos elevados. A pré-candidata governista não é propriamente a favorita.

Não sou simpatizante do estilo Ciro de fazer política, porém, respeito seu desejo de por em disputa um projeto de centro-esquerda independente (assim nasceu o PSB em 1946). Algo que pudesse ir além do consenso burocrático de tinturas levemente avermelhadas, urdido originalmente pelos artífices do “campo majoritário” do PT e que evolui para um plano de continuidade esvaziada. Bem, é o vazio desta idéia continuista que pode trazer vácuo e desequilíbrio à sua porta-bandeira.

O PSB tem o direito de fazer valer o que achar melhor para seus propósitos. E o povo, igual liberdade de responder nas urnas em outubro.

Casa Forte, 26/04/2010
Marcelo Cavalcanti
(81) 92482399 - cavalcantimarcelo1948@hotmail.com

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